Retratos da Perversidade Política

28 jan

O banho de sangue não ocorreu. Nenhuma morte, nem mesmo feridos graves. A resistência não passou de mau agouro. Tudo desconforme com o roteiro traçado pelas vozes do extremismo feroz e intolerante, que desejava a carnificina para empregá-la contra o PSDB em ano de eleições municipais.

O bônus eleitoral que se pretendia obter era mais valioso que a dignidade dos moradores do Pinheirinho, agora tornada razão para justificar todas as espécies de maledicências e campanhas que visam a depreciar o governo de São Paulo.

Aqueles que hoje posam como bastiões em defesa das vítimas oprimidas pela PM-SP são os mesmos que ontem mancomunavam formas de se beneficiar politicamente com a desocupação. Jamais tencionaram encontrar uma solução negociada e pacífica.

Carnificina, para tristeza de muitos, felizmente não ocorrreu

É o caso do tal Marrom, chefe da favela, militante do PSTU e explorador econômico dos habitantes da região: cobrava taxas de todas as espécies, enriquecendo através da propriedade de Naji Nahas, um especulador capitalista. Contente o rato não ficou com a tomada da sua mina de ouro. 

À esquerda, Marrom, comunista que enriquecia extorquindo seus comuns

Os velhacos petistas e sua trupe não ficam muito atrás. Se quisessem teriam adquirido o terreno. Preferiram não fazê-lo para depois imputarem a culpa ao governo tucano. O mesmo se pode dizer da Justiça Federal, que proferiu decisão suspendendo a reintegração da posse, porém preferiu não acionar a Polícia Federal e ver sua decisão cumprida, já que, sabendo ser escandalosamente incompetente para julgar a ação, seria responsável por um confronto entre polícias.

O caso, a pedido de Organizações Não Governamentais que vivem à custa de dinheiros governamentais, foi parar na ONU. A relatora especial sobre o direito à moradia da organização, Raquel Rolnik, afirmou ter ficado “chocada com o uso excessivo da força” nos despejos, sem sequer apurar o excesso. Um ou dois dias depois, foi desmascarada pelo jornalista Reinaldo Azevedo, que divulgou em seu blog o currículo da senhora: por óbvio, petista ferrenha, que atuou nos governos Erundina e Lula, ambos que, convenhamos, não ficaram conhecidos pela habitação digna da população. A ONU, numa evidente tentativa de dar credibilidade e isenção à atuação de Raquel, divulgou nota na qual afirma que “ela é independente de qualquer governo ou organização e serve em sua capacidade individual”. Talvez tenha colado em países onde não há sobreposição dos interesses partidários aos interesses públicos… Talvez não.

Raquel Rolnik: partidarismo nas Nações Unidas

Em todos os casos, trata-se de uma militância bestial que não encontra óbice ético na aplicação da máxima maquiavélica. Os miseráveis do Pinheirinho ou mesmo os viciados da Cracolândia são meros peões de um jogo político-partidário. Os fins, isto é, a difamação do governo de SP, justificam os meios, ou, os sofrimentos e agonias dessas pessoas.  

Usuários na Cracolândia: para os intolerantes, são somente massa de manobra para achacar o gov. de SP

Outra minoria, como os invasores da reitoria da USP, possui ideais e modus operandi semelhantes, porém parte ainda acredita na existência de um poder que subjuga e que necessariamente precisa ser derrotado, preferencialmente através da subversão e da ilegalidade, o que, em sua crença e lógica deturpadas, os converte em mártires da revolução. O testemunho de um rapaz que sequer havia nascido quando a ditadura existia, deixa expresso uma felicidade por ter sido “vítima de tortura (ficado sem água por 5 horas na delegacia após ser preso), o que lembrou a época do regime militar”. Fala como se tivesse vivido os anos de chumbo de Médici…

Há tempos isso ocorre com a condescendência velada da ala moderada do PT, já que tanto os oportunistas do Pinheirinho e Cracolândia, como a burguesia enraivecida da USP, servem-lhe como uma espécie de braço clandestino que contribui com a extinção da oposição.

Revolução Burguesa 200 anos atrasada

Em vez de ir a público desmistificar suas ações e decisões – a maioria que conta com amplo apoio popular – o seu governador de São Paulo se mantém apático e passivo atrás das cortinas da mentira. Seu padrinho Mário Covas jamais aceitaria ter seu nome associado ao de Hitler, tampouco seu governo ao fascismo.

Duas operações policiais ordenadas pela justiça e a privação dos usuários de crack em SP renderam a Alckmin uma comparação com Hitler: retrato do desconhecimento, do fanatismo e da intolerância

Steven Pinker, psicólogo canadense e professor de Harvard, avalia que sistemas políticos como o comunismo encorajam os indivíduos a lutar pelo sonho, ainda que de forma violenta e em detrimento dos direitos de outrem, pois apenas a utopia presta. Sendo uma contradição em si, pois a utopia é inconcebível por sua própria natureza, sua conseqüência trágica e inexorável pode ser lida nas páginas da história da URSS stalinista. 

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Uma resposta to “Retratos da Perversidade Política”

  1. Douglas janeiro 28, 2012 às 6:38 pm #

    Em passagem pelo blog esquerdopata.blogspot.com li essas duas matérias

    1) http://esquerdopata.blogspot.com/2012/01/incompetentes-e-truculentos.html

    2) http://esquerdopata.blogspot.com/2012/01/ministro-diz-que-pm-praticou-terrorismo.html

    então, em resposta a essas duas “artoridades” digo. Tudo isso acontece porque o governo federal e o próprio PT apóiam essa sem-vergonhice com olhos para a candidatura de Hadadd à prefeitura de São Paulo com apoio de Kassab. Por outro lado, é fácil enxergar que juízes, políticos e empresários no Brasil formam uma mistura bem conhecida dos brasileiros mortadela da “corrupção”. No caso do B. Pinheirinho em São Paulo a dignissima presidente se limitou a ser ausente, como tem sido em demais situações. Uma vergonha.

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